Óculos de grau para crianças – como encarar esse desafio?

A adaptação aos primeiros óculos nem sempre é fácil. No começo, incluir o acessório em todas as tarefas do dia a dia pode ser desconfortável – especialmente se o usuário ainda não tem idade para entender. Descobrir um diagnóstico de correção de grau para crianças pode significar diversos desafios – afinal, como inserir esse novo objeto nas atividades infantis e habituar nossos filhos ao uso? Algumas dicas podem ajudar na ação, além de perseverança e uma boa dose de paciência. Continue lendo para saber mais.

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Segundo levantamento realizado em 2018 pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), aproximadamente 20% das crianças em idade escolar possuem problemas de vista.  Esses transtornos, quando não são tratados, podem causar prejuízos para a aprendizagem e trazer graves consequências com sequelas permanentes.

Seguindo as orientações dos médicos, o primeiro exame oftalmológico deve ser realizado em idade pré-escolar.  Cuidar da saúde ocular deve ser um hábito cultivado desde a primeira infância, principalmente se existe histórico de problemas oculares na família ou se a criança apresenta alguns dos seguintes sintomas:

  • assiste TV muito perto da tela ou aproxima o livro dos olhos para conseguir ler;
  • aperta os olhos ou vira o pescoço para ver;
  • coça os olhos frequentemente;
  • está sempre com os olhos lacrimejando;
  • possui sensibilidade à luz;
  • tem dores de cabeça em excesso ou olhos irritados;
  • sente dor de cabeça ou nos olhos ao usar o computador;
  • teve uma brusca diminuição no rendimento escolar.

Desafio 1: antes da consulta

Os sintomas citados acima podem ser indícios de que seu filho precisa de uma avaliação médica. Após escolher um oftalmologista pediátrico (ou oftalmopediatra), agende a consulta em um horário em que a criança esteja bem disposta, descansada, sem sono ou fome, para que a primeira visita ocorra sem traumas. 

Explique da maneira mais lúdica possível como vai ser a consulta: que o médico deve perguntar se consegue ver letras e números, e que  pode ser preciso pingar uma gotinha para saber se o olho está funcionando corretamente. Preparar a criança para o que a aguarda transmitirá segurança e confiança.

Outra dica valiosa é contar histórias com personagens que foram ao oftalmologista para cuidar dos olhinhos. Alguns desenhos podem auxiliar na tarefa. “O exame de vista”, da Peppa Pig, e “Caillou e o exame oftalmológico” são exemplos que devem ajudar a explicar como acontecem essas visitas.

Desafio 2 – o que esperar da consulta 

De 0 a 2 anos

Até completarem 2 anos, a visita ao oftalmopediatra deve ser realizada a cada seis meses. Essa recomendação é da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e considera crianças nascidas no tempo normal e sem problemas de visão.

Até os seis meses, os testes para bebês incluem focalização dos olhos, visão de cores e percepção de profundidade. Esses exames normalmente são feitos das seguintes maneiras:

  • reflexo da pupila – utilizando a luz, o profissional consegue medir a resposta da pupila do bebê (abrindo e fechando);
  • fixe e siga: movimentando um objeto na frente da criança, o oftalmologista pediátrico avalia se ela possui a habilidade de fixar e seguir o item com os dois olhos.

De 2 até 7 anos

Com 2 anos, as consultas diminuem – a indicação é que as crianças visitem o médico uma vez por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica. A maturidade visual só se torna completa aos sete anos. Algumas anomalias encontradas até essa idade podem ser solucionadas se diagnosticadas precocemente.

Um check up completo geralmente inclui testes para:

  • acuidade visual
  • olho preguiçoso
  • estereopsia (visão 3D)
  • rastreamento ocular
  • convergência
  • visão colorida
  • saúde ocular

O exame de refração é bastante recorrente para esta fase. Primeiro aplica-se um colírio para dilatar a pupila da criança, depois, por meio de um equipamento conhecido como retinoscópio, o oftalmopediatra consegue analisar se há alguma alteração nessa parte dos olhos.

Desafio 3 – pós diagnóstico

Exames realizados, diagnóstico correto – seu filho precisa usar óculos. E agora? As crianças podem ser afetadas por três erros de refração: miopia, hipermetropia e astigmatismo. Em qualquer um dos casos, a adaptação exige determinação, paciência e tranquilidade dos pais ou responsáveis. Transmitir uma atitude positiva para o novo usuário o fará sentir-se mais confiante e seguro. No entanto, algumas técnicas também podem ajudar. Leia abaixo:

  • influência positiva: use palavras positivas para falar sobre os novos acessórios. Elogie quando estiver usando e fale sempre sobre os benefícios dos óculos. Evite frases negativas como: ele nunca vai usar! Inclua todos ao redor para participar dessa corrente.
  • Peça para a criança escolher o modelo. Se achar que vai agradar, apresente as opções coloridas e com personagens. Vale também sugerir que seu filho convide um amigo para ajudar na decisão.
  • Mostre fotos de outras crianças usando óculos. Prove que usar o acessório pode ser legal e não precisa atrapalhar nenhuma atividade da rotina. Você pode utilizar o Instagram para isso através de hashtags ou pedindo aos amigos que usam óculos que enviem fotos.

Essas são apenas algumas dicas para ajudar na tarefa, nem sempre fácil, de inserir os óculos na rotina das crianças.  Mas lembre-se, qualquer dúvida procure seu médico de confiança. Somente ele pode indicar os melhores cuidados para a saúde visual do seu filho. 

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